Monday, September 15, 2008

The End of Independent Investment Banks


After 73 years: the last gasp of the broker-dealer - artigo de John Gapper, no Financial Times .

E um
vídeo-comentário de John Plender, também colunista do FT.

Where to Keep Cash...

...When No Investment Seems Safe ?

É ler no NY Times. Escusam de ler os relets amanhã nos económicos portugueses...

Monday - first day of the week

Falência da Lehmann Brothers, compra da Merrill Lynch pelo Bank of America, o quase colapso da AIG, a descida de juros do Banco Central Chinês, descida generalizada dos índices bolsistas... what else will happen?

Se o mercado financeiro americano está a passar por problemas, a economia europeia não está melhor. Quem passa o dia o inteiro a falar com traders de diferentes países percebe que há uma nota demasiada pesada de pessimismo. Isto depois de um Inverno em que os mercados de importação/exportação estiveram ao rubro. O Outono está muito frouxo, e começa a ser uma indicação de que caminhamos para uma recessão generalizada.

O Presidente do Bank of America deu hoje uma entrevista interessante à NBC, na ressaca do buyout da Merrill.

Sunday, September 14, 2008

SIghtseeing


Hamburg Hauptbahnhof

Thursday, September 11, 2008

Um dia na vida de um grande benfiquista

LHC

Mais do que a fascinante possibilidade de descobrir como se formou o actual universo de matéria, talvez seja ainda mais interessante a possível descoberta de como será o fim (a palavra fascinante talvez já não seja aqui a mais adequada...).

A quem interesse aqui fica o link para o artigo científico:

Will the LHC look into the Fate of the Universe?
Abel, Jaeckel and Khoze - Durham University e CERN Geneva

Monday, September 8, 2008

Esta nunca tinha visto...



Grande Maradona...

Friday, September 5, 2008

McCain's turn...

Só à noite é que vou conseguir escapelizar este discurso, mas desde já parece-me que não foi nada de especial. Bateu as mesmas ideias republicanas de sempre, não foi ao concreto, e parece-me que também não despertou grande entusiasmo.

McCain defronta-se com um problema sério, em termos da sua estratégia de campanha - como é que quer transmitir uma mensagem de mudança, de reformismo, quando é o seu partido, as mesmas pessoas que o apoiam e suportam, que estão no poder, e com uma das mais baixas taxas de popularidade de sempre.

No seu discurso, McCain tentou fazer uma inflexão tentando demonstrar que a sua Administração será muito diferente da de Bush/Cheney. Não sei se isso será suficiente para o eleitorado, particularmente se a mensagem dos Democratas de associar McCain a Bush continuar a ter sucesso.

Resta ver as sondagens da próxima semana, de modo a tentar perceber que efeito teve esta Convenção no eleitorado, e se os Republicanos recuperaram terrero. Por enquanto diria que não, mas...

Thursday, September 4, 2008

Esta é original

Mira Amaral defende solução Ibérica para nuclear
no Expresso-online



Já que não temos a tecnologia, os recursos humanos e financeiros, e as condições geográficas para empreender uma central moderna em Portugal, voltemo-nos para os nuestros hermanos que concerteza receberão esta luminosa ideia de braços abertos...



"Esta solução teria como vantagem imediata resolver o problema da localização de uma central nuclear em Portugal, tal como referiu Joanaz de Melo, especialista em questões de Ambiente e ex-presidente a associação ambientalista Geota, também presente na assistência."



Chicos espertos...

Correu bem...



...e deu alguma folga à pressão que estava em cima dela.

Sarah Palin é bem parecida, discursa bem, e ao que parece já é um role-model para as mulheres republicanas.

Ontem teve a sua noite de brilho. Ou muito me engano ou partir de agora é sempre a cair... por agora estou curioso para saber como a candidata à vice-presidência desenvolve em situações de improviso. A acompanhar.

Entretanto, Joe Biden já iniciou o contra-ataque:

Wednesday, September 3, 2008

Brincar ao Colégio Eleitoral

O Washington Post tem um jogo engraçado para os viciados nas eleições no EUA, como é o caso deste estaminé - um mapa do colégio eleitoral interactivo em que cada leitor pode dar o seu palpite e fazer as suas contas apenas com meia dúzia de cliques. O meu deu o seguinte:



Portanto, para mim é "simples" - Obama varre a costa Oeste (Washington, Oregon, California e Nevada), e o Nordeste excepto New Hampshire que irá para McCain. Os Republicanos ganham todo o centro e sul, incluindo New Mexico, não havendo surpresas nas Carolinas, Flórida ou Louisiana. O Alaska para um lado, Hawai para outro.

A questão está no Midwest.
McCain fica com Indiana, Kansas, Nebraska, North Dakota, South Dakota e Wisconsin -- mas será Barack Obama a conquistar Illinois, Iowa, Minnesota, Missouri, e os fundamentais Ohio e Michigan.

Case closed - Democrats win - 280 / 258. But what do you think ?

GOP Convention

Sarah Palin está a dominar completamente o espaço mediático nos EUA.

Seja sobre a quantidade de filhos, a filha grávida, a filha com síndrome de Down, o marido que foi apanhado a conduzir alcoolizado há 20 anos, entre toda uma teia de contra informação - elaestá a ser investigada por uma comissão deética sobre o despedimento do ex-marido da irmã - Palin roubou o palco a John McCain.

Depois discute-se intensamente como é que McCain escolheu alguém para seu par no ticket, para a 2ª posição mais importante do País, sem conhecer essa pessoa. Sem nunca ter passado sequer meia dúzia de horas a falar sobre o País com Palin, sobre as suas ideias, sobre o que esperava do cargo.

Isto tem consequências importantes para o eleitorado - as pessoas começam a reflectir sobre o discernimento e capacidade de julgamento de McCain.

Sarah Palin foi uma escolha dos seus conselheiros e não do próprio McCain. A sua escolha era outra - Lieberman. Ora, se o processo de decisão McCainiano já funciona assim como candidato - colocando interesses pessoais (no caso eleitoralistas) à frente dos EUA - como será como Presidente dos EUA. Isto é fundamental e pode abrir um buraco entre o eleitorado independente.

Por último, e como consequência, este ruído de fundo entope a mensagem que o candidato quer passar. Já alguém percebeu quais são as ideias de McCain para o País...? Conseguirá ainda passar a mensagem..?

Sinceramente, não me lembraria de pior a acontecer a este candidato. O plano com a governadora saiu furado.

E quando pensamos que mais nada nos pode surpreender...


... saem estas notícias. Extraordinário.

Um vice-presidente de um partido demite-se, as coisas ficam só entre ele e o Presidente para ninguém se inquietar, tipo segredo de alcova, e o partido continua a sua vidinha como se nada tivesse acontecido. Extraordinário.

Boa posta no Corta-Fitas sobre o mesmo.

Tuesday, September 2, 2008

Sondagens EUA - Gallup
















Parece-me estarmos perante uma onda positiva para Obama - claramente a Convenção Democrata teve sucesso. Os inquéritos Gallup confirmam a tendência - os estrategas de Obama acertaram na mouche - os apoiantes de Clinton inclinam-se decisivamente para Obama, o entusiasmo dos Democratas mantêm-se muito mais alto que os Republicanos, e Obama toca pela primeira vez nos 50% nas intenções de voto, com uma diferença de 8 pontos percentuais para McCain.
Ou seja, todos os objectivos do DNC foram alcançados. Veremos como vai decorrer o evento Republicano.

Couldn't agree more...

"Um colunista faz da desconfiança a sua profissão. E por isso é crítico. Pessimista. Relutante. É a herança de uma longa tradição da imprensa enquanto watchdog, e bem vistas as coisas esse cepticismo é uma das mais nobres qualidades que um produtor de opiniões tem para oferecer. Só que há uma reserva mínima de esperança na natureza humana que me parece indispensável manter; uma capacidade de acreditar no futuro e de reconhecer um político incomum quando ele aparece. Não se trata de achar que Barack Obama vai endireitar o mundo a partir da Casa Branca. Trata-se de acreditar que ele tem talentos excepcionais para exercer o cargo de presidente dos Estados Unidos da América. Em quase 35 anos de vida, nunca encontrei um político que me fascinasse tanto e não faria sentido esconder essa admiração com medo do erro ou da desilusão. Se há alturas na História em que devemos correr o risco de acreditar, esta é com certeza uma dessas alturas. E por isso eu sou por Obama, como nunca fui - e muito provavelmente nunca voltarei a ser - por outro político. Mesmo que em Novembro ele acabe derrotado. Ou pior: mesmo que eu acabe derrotado, com Mário Soares a aconchegar-me o ombro e Ana Gomes a estender-me os kleenexes."

João Miguel Tavares, hoje no DN