Wednesday, November 26, 2008
Wednesday, November 19, 2008
11%
Uma pessoa lê jornais portugueses, blogs, e assiste aos noticiários. Como sempre apreendemos que Portugal é um buraco sem fundo, nao tem emenda, é só desgracas, é só tristes a governarem-nos (esta última tem o seu quê de verdade...). Ainda por cima estamos perante uma crise mundial!!! Tristeza ao quadrado, ou ao cubo...
Pois no meio desta da habitual depressao colectiva leio no Diário Económico que o Ministério da Saúde reduziu em 11% o número de funcionários, entre 2005 e 2007.
Ora, se todos os organismos públicos reduzissem o pessoal em 10%, a reforma do Estado estava praticamente feita... já ninguém se lembra de Correia de Campos pois nao...?
OK - agora esquecam que leram isto, e voltem à vossa lamechisse de sempre......
Pois no meio desta da habitual depressao colectiva leio no Diário Económico que o Ministério da Saúde reduziu em 11% o número de funcionários, entre 2005 e 2007.
Ora, se todos os organismos públicos reduzissem o pessoal em 10%, a reforma do Estado estava praticamente feita... já ninguém se lembra de Correia de Campos pois nao...?
OK - agora esquecam que leram isto, e voltem à vossa lamechisse de sempre......
Sunday, November 16, 2008
Povo Unido...
Não ando com grande inspiração/paciência para escrever umas postas, mas há coisas que deixam uma pessoa estupefacta.
Imaginem se em Portugal o boletim de voto fosse como no Estado de Minnesota, nos EUA:
http://www.sos.state.mn.us/docs/2008_general_example_ballot.pdf
Imaginem se em Portugal o boletim de voto fosse como no Estado de Minnesota, nos EUA:
http://www.sos.state.mn.us/docs/2008_general_example_ballot.pdf
Friday, November 7, 2008
Monday, November 3, 2008
Nacionalização do BPN (2)
Hoje os jornais dizem-nos que a nacionalização do BPN é fundamental para "salvar" o sistema financeiro português.
Se os jornais dizem é porque deve ser verdade...............
Entre as várias notícias de nacionalizações, empréstimos, e recapitalizações de bancos na União Europeia, é com alguma satisfação que observo que o banco onde tenho as minhas contas na Alemanha mantém-se sólido: o Volskbank.
(espero não ter de morder a língua daqui a uns tempos...)
Se os jornais dizem é porque deve ser verdade...............
Entre as várias notícias de nacionalizações, empréstimos, e recapitalizações de bancos na União Europeia, é com alguma satisfação que observo que o banco onde tenho as minhas contas na Alemanha mantém-se sólido: o Volskbank.
(espero não ter de morder a língua daqui a uns tempos...)
A partir de hoje estou no Twitter - espero que mais se juntem... basicamente é um conceito muito mais simples e interactivo que um blog. E dá menos trabalho a manter... 140 caracteres fazem milagres...
Podem ler-me aqui:
http://twitter.com/miguel_iglesias
Mas claro que também vou continuar aqui...
Podem ler-me aqui:
http://twitter.com/miguel_iglesias
Mas claro que também vou continuar aqui...
Sunday, November 2, 2008
Nacionalização do BPN
Depois da posta anterior, que me tomou algum tempo, já refastelado por saber que o Benfica ganhou em Guimarães, pensava que hoje já não escrevia mais nada. Entretanto dou com a extraordinária notícia da nacionalização do BPN...
Lendo o que saiu na comunicação social, esta nacionalização não faz qualquer sentido.
A crise que se abateu no BPN não tem nada a ver com a crise do mercado de crédito, mas sim com burlas e fraudes desta instituição, que claramente a colocaram numa situação insolvente, com prejuízos e incapacidade de cumprir obrigações.
Deve o Estado utilizar o dinheiro dos contribuintes para salvar uma instituição destas? Pelo que leio, não. Vivemos e bem num sistema capitalista, em que as empresas mais fortes e competitivas triunfam, e as empresas incapazes encerram, vendem-se, vão à falência... assim reforça-se o valor das empresas que sobrevivem.
Se o que está na base da decisão é a "importância" do BPN no sistema financeiro português, ou as participações que o banco possa ter noutros sectores ou empresas, algo está mal... desde quando é que o BPN é um banco fundamental no nosso sistema...? Esse seria o único princípio que levaria a esta acção do Estado.
Escrevo um pouco a quente, pois faltam aqui pormenores, que podem ter levado a esta decisão do Governo. Mas como convicção isto é claramente um erro, e quem fica a arder, como sempre, são os contribuintes. Esta brincadeira vai custar no minímo 700 milhões de euros...
Lendo o que saiu na comunicação social, esta nacionalização não faz qualquer sentido.
A crise que se abateu no BPN não tem nada a ver com a crise do mercado de crédito, mas sim com burlas e fraudes desta instituição, que claramente a colocaram numa situação insolvente, com prejuízos e incapacidade de cumprir obrigações.
Deve o Estado utilizar o dinheiro dos contribuintes para salvar uma instituição destas? Pelo que leio, não. Vivemos e bem num sistema capitalista, em que as empresas mais fortes e competitivas triunfam, e as empresas incapazes encerram, vendem-se, vão à falência... assim reforça-se o valor das empresas que sobrevivem.
Se o que está na base da decisão é a "importância" do BPN no sistema financeiro português, ou as participações que o banco possa ter noutros sectores ou empresas, algo está mal... desde quando é que o BPN é um banco fundamental no nosso sistema...? Esse seria o único princípio que levaria a esta acção do Estado.
Escrevo um pouco a quente, pois faltam aqui pormenores, que podem ter levado a esta decisão do Governo. Mas como convicção isto é claramente um erro, e quem fica a arder, como sempre, são os contribuintes. Esta brincadeira vai custar no minímo 700 milhões de euros...
Closing Arguments
Após semanas algo intermitentes aqui no blog, ainda cá estou! Por isso, vale a pena postar algo com mais substância e que resuma o que penso das eleições americanas e Barack Obama.Terça-Feira chega ao fim as eleições mais viciantes a que eu alguma vez prestei atenção. Embora seja um "political junkie" por natureza, nunca nenhumas eleições em Portugal mexeram tanto comigo. Poderá também ter a ver com o facto de não estar em Portugal, e ler e ver muito noticiário estrangeiro, que me fez focalizar mais na América cuja cobertura nos media, nos blogs e no You Tube é avassaladora.
Mas a principal razão é Barack Obama.
Admiro e admirei muitos políticos socialistas - Bill Clinton, Tony Blair, Zapatero, apenas para mencionar entre Presidentes e 1ºs Ministros - mas creio que encontramos em Barack Obama o primeiro líder do séc. XXI.
Primeiro, Barack Obama é um comunicador de excelência. Tem uma capacidade oratória fantástica, é muito claro, tem uma excelente dicção, e consegue atrair a atenção das pessoas. Como é óbvio, se fosse apenas por isto havia muita boa gente candidata a Presidente dos EUA...
Foi um aluno brilhante de Harvard, o primeiro afro-americano presidente da Harvard Law Review, professor de Direito Constitucional na Universidade de Chicago, o que nos diz que é uma pessoa inteligente, com mérito, e com capacidade para reflectir sobre os temas que irão desafiar a próxima Presidência.
Claramente é uma pessoa com discernimento, que contempla com muito cuidado os diversos assuntos, não é impulsivo como McCain foi quando se deu o crash na Bolsa, gosta de se rodear de especialistas que lhe dão opiniões factuais derivado da sua academia e experiência - já começam a ser famosas as reuniões que tem com o seu gabinete de economia ou de política externa.
E é alguém com capacidade de decisão. O lançamento da sua candidatura, a forma como a sua campanha foi gerida, a escolha de Joe Biden, a sua reacção a todos os temas que marcaram a campanha destas eleições sugerem que estamos perante uma pessoa que não se encolhe perante os desafios, que estuda com profundidade os dossiers, que sabe ouvir os especialistas, e que toma as suas próprias decisões.
Isto são tudo qualidades pessoais. Falta o factor ideologia. A combinação faz de Barack Obama o líder que a América e o Mundo precisam, na minha opinião.E a ideologia significa libertar os EUA do conservadorismo neoliberal que aprisionou aquele País durante os últimos 8 anos com os resultados que se conhecem. Défice orçamental e comercial esmagador, 2 guerras sem sentido, crise económica, condicionamento dos sistemas de saúde e segurança social com tentativas falhadas de privatização, agravamento do nível e custo de vida, aumento do desemprego, aumento das desigualdades, nomeações desequilibradas para o Supremo Tribunal de Justiça com uma maior tendência ultraconservadora, militarização da política externa, unilateralismo, tentativa de descredibilizar o combate ao aquecimento global, políticas ambientais praticamente inexistentes a nível federal, etc etc etc.
Os Democratas irão trazer uma nova corrente política, cujas bases estarão assentes num sistema de saúde universal, combate à crise económica com políticas expansionistas e investimento público, e mudança do paradigma energético, com a criação de uma economia verde, que reduza a dependência do petróleo.
A partir destes 3 temas, veremos uma América mais preocupada com as pessoas de menores recursos e com a classe média. Veremos corte de impostos não para as grandes corporações e milionários, mas para quem realmente precisa, particularmente nesta crise. Veremos finalmente um modelo americano na saúde, universal e a baixo custo para todos os seus cidadãos. A garantia de sistema de segurança social público bem regulado, que garanta às pessoas o rendimento na aposentação para o qual pouparam durante uma vida trabalho. Veremos investimento público em infra-estruturas, que permitirão criação de postos de trabalho e ter um efeito multiplicador na economia - a receita Keynesiana. Veremos apoio a empresas energéticas e empreendedores que invistam nas energias alternativas e renováveis, apoios para a melhoria da eficiência energética de edifícios e habitações, e que permitirão aos EUA ter um papel de líder na economia verde do futuro, além da criação de novos empregos. Veremos o fim da ocupação americana no Médio Oriente, pelo menos para níveis aceitáveis que permitam a estabilização do Iraque e Afeganistão. Veremos o regresso do diálogo diplomático. Veremos o retorno do investimento na educação, nas escolas públicas, que permitam um ensino de excelência a todos os jovens americanos e não apenas a alguns.
Estes e outros temas irão ocupar a próxima Presidência dos EUA. Que terá muitos riscos.O primeiro que salta à vista é o equilíbrio entre o investimento público que se anuncia e o balanço do orçamento federal. George W. Bush deixa uma herança terrível a nível financeiro, e será necessário prioritizar muito bem as necessidades dos próximos anos. O outro é a crise económica, que nos fará entrar em recessão nos próximos anos. Julgo que Barack Obama e o Partido Democrata sabem o que os espera.
As eleições americanas são importantes porque projectam uma imagem para o Mundo. Ao contrário do que julga os resultados nos EUA são importantíssimos. Não só pela questão da política externa, ou da economia.
Será o primeiro afro-americano eleito Presidente dos EUA. É um acontecimento histórico, que certamente ajudará a mudar a imagem da América no Mundo, particularmente o sentimento anti-americano nos países islâmicos. Mas também será muito importante pelo exemplo para as organizações políticas nos outros Países. Não tenho dúvidas nenhumas que esta campanha de Obama será uma trade-mark para todos os partidos socialistas/sociais-democratas/democratas/trabalhistas desse Mundo fora.
Veremos os temas políticos, a forma e o estilo da campanha de Barack Obama certamente reflectidos. E isso é bom. Porque a campanha de Obama foi excepcional, e porque acredito que a sua direcção e temas políticos são o futuro para a minha geração.
É por isso que tenho muita esperança em Obama. Não sou o único. Está à vista de praticamente todas as pessoas.
Se Barack Obama ganhar na 3ª Feira, como acredito que ganhará, o Mundo será um lugar melhor no futuro. Pelo menos temos essa Esperança, o que já não é pouco...
And these are my closing arguments! Yes We Can !
Saturday, October 25, 2008
Monday, October 20, 2008
Efeito Powell
Quando assisti ontem ao Meet The Press na NBC onde Colin Powell foi entrevistado, fiquei impressionado a argumentação do ex-Secretário de Estado da primeira Administração W. Bush para apoiar a candidatura de Barack Obama.Hoje ao ver e ler os vídeos e artigos dos diversos comentários ao longo do dia, reforcei essa ideia, pois praticamente é consensual que este apoio foi um ponto fortíssimo para a campanha democrata, quando faltam apenas 2 semanas para as eleições. Mesmo que não fosse pela força apelativa das suas palavras e do seu julgamento que faz das eleições e dos candidatos, só o facto de estar a ocupar espaço mediático quando falta tão pouco tempo para o voto é uma grande bofetada nos Republicanos. Se vai render votos é discutível. Diria que reforça a credibilidade de Obama, e aproxima com alto grau de probabilidade eleitores independentes e Republicanos moderados do voto em Barack Obama.
O apoio de Powell irá também concerteza ter um grande impacto entre os militares americanos, e veteranos de guerra.
Entretanto, nos diversos comentários pós-Meet The Press chamou-me a atenção a assertividade de Zbigniew Brzezinski, antigo Conselheiro Nacional de Segurança de Jimmy Carter, e que é um apoiante público de Obama.
A Demagogia é Extraordinária...
É ler este pedaco de prosa, na entrevista do DE a Miguel Relvas - o "Mourinho" de Cavaco Silva, daqueles gestores queques que gostavam muito de ser alguma coisa na política, mas que vivem num Mundo aparte...
Este Orçamento é de rigor e transparência com diz o Governo ou de ilusão como diz Manuela Ferreira Leite?
Antes de classificar o orçamento vale a pena avaliar os resultados da política económica que tem sido seguida e que esta também na base do actual orçamento. Os indicadores económicos mostram que o país de propaganda e espectáculo do Governo não corresponde à realidade. Portugal está mais pobre, há mais desemprego, mais endividamento externo e estamos menos competitivos do que há quatro anos.
Como assim?
Tinhamos em 1974 74,7% do rendimento da União Europeia, hoje temos 73,3%. Temos mais de 400 000 desempregos 7,6% da populaçao activa, sendo metade dos desempregados de longa duração e, por exemplo, o desemprego dos jovens atingiu uma taxa de 17,4% (o dobro da média nacional). Temos ainda uma dívida externa que hoje atinge os 100% do PIB (era de 64% do PIB, em 2004) que resulta de um défice externo sistemático que atingiu um valor recorde em 2008: 10,6% do PIB, que é insustentável.
Observe-se a perspicácia deste Special One, afirmando que estamos pior que há 4 anos atrás, exemplificando a actual situacao com dados de... 1974 !!!!! E afirma que a dívida externa é de 100% do PIB...?? Que se saiba, em 2007 a Dívida Pública da República Portuguesa foi de 63,6% do PIB, mas se calhar estamos a falar de coisas diferentes...
Com esta gente havíamos de ir longe...
Este Orçamento é de rigor e transparência com diz o Governo ou de ilusão como diz Manuela Ferreira Leite?
Antes de classificar o orçamento vale a pena avaliar os resultados da política económica que tem sido seguida e que esta também na base do actual orçamento. Os indicadores económicos mostram que o país de propaganda e espectáculo do Governo não corresponde à realidade. Portugal está mais pobre, há mais desemprego, mais endividamento externo e estamos menos competitivos do que há quatro anos.
Como assim?
Tinhamos em 1974 74,7% do rendimento da União Europeia, hoje temos 73,3%. Temos mais de 400 000 desempregos 7,6% da populaçao activa, sendo metade dos desempregados de longa duração e, por exemplo, o desemprego dos jovens atingiu uma taxa de 17,4% (o dobro da média nacional). Temos ainda uma dívida externa que hoje atinge os 100% do PIB (era de 64% do PIB, em 2004) que resulta de um défice externo sistemático que atingiu um valor recorde em 2008: 10,6% do PIB, que é insustentável.
Observe-se a perspicácia deste Special One, afirmando que estamos pior que há 4 anos atrás, exemplificando a actual situacao com dados de... 1974 !!!!! E afirma que a dívida externa é de 100% do PIB...?? Que se saiba, em 2007 a Dívida Pública da República Portuguesa foi de 63,6% do PIB, mas se calhar estamos a falar de coisas diferentes...
Com esta gente havíamos de ir longe...
Thursday, October 16, 2008
Wednesday, October 15, 2008
Desespero Republicano
Email que "transpirou" para fora de um analista Republicano, que conduziu um focus-group mostrando anúncios anti-Obama a um grupo de independentes (Ben Smith - Politico):Reagan Dems and Independents. Call them blue-collar plus. Slightly more Target than Walmart.
Yes, the spot worked. Yes, they believed the charges against Obama. Yes, they actually think he's too liberal, consorts with bad people and WON'T BE A GOOD PRESIDENT...but they STILL don't give a f***. They said right out, "He won't do anything better than McCain" but they're STILL voting for Obama.
The two most unreal moments of my professional life of watching focus groups:
54 year-old white male, voted Kerry '04, Bush '00, Dole '96, hunter, NASCAR fan...hard for Obama said: "I'm gonna hate him the minute I vote for him. He's gonna be a bad president. But I won't ever vote for another god-damn Republican. I want the government to take over all of Wall Street and bankers and the car companies and Wal-Mart run this county like we used to when Reagan was President."
The next was a woman, late 50s, Democrat but strongly pro-life. Loved B. and H. Clinton, loved Bush in 2000. "Well, I don't know much about this terrorist group Barack used to be in with that Weather guy but I'm sick of paying for health insurance at work and that's why I'm supporting Barack."
I felt like I was taking crazy pills. I sat on the other side of the glass and realized...this really is the Apocalypse. The Seventh Seal is broken and its time for eight years of pure, delicious crazy....
Tuesday, October 14, 2008
E aí está...
O Secretário de Estado do Tesouro Americano decidiu nacionalizar parcialmente o capital dos principais bancos americanos. É uma solucao de compromisso entre Público e Privado, em que o Estado nao controla integralmente os bancos, mas injecta capital e impoe regras na gestao.
Espera-se que os diversos mercados financeiros reajam positivamente a estas notícias, e que seja realmente o princípio do fim da crise.
Espera-se que os diversos mercados financeiros reajam positivamente a estas notícias, e que seja realmente o princípio do fim da crise.
Monday, October 13, 2008
God Save The Queen !! (and Gordon Brown...)
O Governo Britânico vai injectar 37 biliões de libras esterlinas no Royal Bank of Scotland, Lloyds TBS e HBOS, demitindo igualmente os seus principais executivos.
Em reacção a este movimento do Governo Trabalhista as Bolsas tiveram altas subidas de cotações, com o Dow Jones Industrial Averages a subir 11% !
Ironia das ironias, foi anunciado que o Nobel da Economia será atribuído a Paul Krugman, fervoroso liberal e anti-Bush, que hoje escreve no NY Times a elogiar as políticas de Gordon Brown para superar a crise - Gordon Does Good.
Da angústia os mercados passaram hoje para a euforia. Se a Administração Americana seguir passos semelhantes aos Britânicos, estaremos perto de resolver a crise dos mercados financeiros. Por enquanto o republicano Paulson continua retincente, devido aos seus dogmas e a um forte lobbying conservador. Mas chegará lá, não tem alternativa, tal como aconteceu com o AIG.
As últimas semanas derrotaram de vez o credo do Mercado Perfeito, da Auto-Regulação, e de toda a matreirice que conservadores e neo-liberais nos venderam nas últimas 3 décadas. Em alturas de crise e desespero, os únicos que vêm em auxílio das pessoas são os Governos - que não fazem mais que a sua obrigação.
Para finalizar: espero sinceramente que Gordon Brown seja reeleito. Será difícil, para não dizer impossível, mas o Reino Unido merece um líder assim.
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Friday, October 10, 2008
Vale Tudo
Através do Mar Salgado leio que o Governo Britânico, através de uma Lei anti-terrorismo, congelou activos de um banco islandês no RU, de modo a recuperar perdas de instituicoes britânicas no mercado financeiro daquele País.
Portanto, chegámos ao vale tudo. Nao se admirem com o que venha a seguir...
Portanto, chegámos ao vale tudo. Nao se admirem com o que venha a seguir...
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Wednesday, October 8, 2008
Meanwhile in Portugal...
Parece que o Governo já está a preparar algumas medidas de carácter social para amortecer o impacto da crise que irá marcar os próximos meses. Julgo que as medidas enunciadas - descida de IRC, reforço de abonos, etc - não são medidas profundas ou que possam causar grande impacto, mas contribuem para ajudar famílias e PME. Também se pode concluir que o Governo não irá facilitar o nível do défice no próximo ano, pois estas medidas não terão grande impacto nas contas do Estado.
Claramente essa vai ser a bandeira com que Sócrates se irá apresentar ao eleitorado nas próximas Legislativas. Consertou o défice das contas públicas (ou pelo menos colocou-o a níveis sustentáveis). Infelizmente para Sócrates (e para todos os portugueses) devido a esta crise a economia não irá recuperar. Ainda não será nos próximos anos que iremos voltar a convergir com o resto da Europa.
Veremos no entanto como será a evolução da crise - para já começam a surgir notícias diárias sobre despedimentos ou redução de níveis de produção em diversas indústrias, particularmente na automóvel. Esse facto também tem consequências nas unidades siderúrgicas da Europa, que fornecem as matérias-primas, para não falar nos fabricantes de componentes. E tudo devido às perspectivas de retracção no consumo. Elementar. Os próximos meses serão complicados.
Claramente essa vai ser a bandeira com que Sócrates se irá apresentar ao eleitorado nas próximas Legislativas. Consertou o défice das contas públicas (ou pelo menos colocou-o a níveis sustentáveis). Infelizmente para Sócrates (e para todos os portugueses) devido a esta crise a economia não irá recuperar. Ainda não será nos próximos anos que iremos voltar a convergir com o resto da Europa.
Veremos no entanto como será a evolução da crise - para já começam a surgir notícias diárias sobre despedimentos ou redução de níveis de produção em diversas indústrias, particularmente na automóvel. Esse facto também tem consequências nas unidades siderúrgicas da Europa, que fornecem as matérias-primas, para não falar nos fabricantes de componentes. E tudo devido às perspectivas de retracção no consumo. Elementar. Os próximos meses serão complicados.
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