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Monday, February 9, 2009

Vicky, Cristina... maybe just Barcelona!

Depois de ver "Vicky Cristina Barcelona", o novo filme de Woody Allen, além da boa apresentação dos actores - Rebecca Hall, Scarlett Johansson e Penélope Cruz tornam os 90m de filme um tempo muito agradável... - o que realmente me ficou na memória foi uma e só palavra: Barcelona.

Todo o filme é como se fosse um campanha publicitária à cidade. Apesar de passar também pelas Astúrias, praticamente tudo roda à volta de Gaúdi, Miró, os monumentos, os restaurantes, as ruas, as mercearias, as pessoas, a música, tudo o que respire Barcelona.

Começa a abrir com uma música de Giulia y Los Tellarini chamada... Barcelona, cuja letra repete sistematicamente a palavra... Barcelona. A um ritmo agradável, e a que é impossível desligar.

Para não estar aqui com mais poetices, a questão que retiro disto é: quando é que alguém faz um filme deste género sobre Lisboa. Ou sobre o Porto, para o caso.

Este filme foi subsidiado por tudo o que é autoridade pública catalã. E terá o nome e as imagens da cidade espalhadas por todo o Mundo por vários meses, vistas por milhões de pessoas. Um folhetim turístico incomparável.

Não era mais produtivo o ICAM (ou lá como se chama...) investir uns milhões em algo assim em Portugal? Gastamos uns valentes euros do erário público para financiar a "criatividade" de vários realizadores, cujas obras de arte conseguem ser visualizadas por meia dúzia de almas, e o que é que ganhamos com isso...? Ok, para não ser totalmente injusto para uma indústria que desempenha um papel importante na divulgação do português, o que por si já não é pouco - que tal investir os milhões do "west coast of europe", as vaquinhas da Praça de Espanha, ou raio que os parta, e todas as campanhas que anualmente estoiram dinheiro de todos os contribuintes, e investissem numa produção cinematográfica deste género. Se fosse bem feita, com bons actores e um bom realizador... ou será apenas uma patetice, e também um desperdício de € ??
Para Barcelona resultou muito bem...
Já agora posto uma das músicas da banda sonora do filme - Astúrias, de Isaac Albeniz.
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Wednesday, September 24, 2008

Magalhaes

Gostava de ter escrito todas as palavras deste post de Eduardo Pitta no Da Literatura.

"Vinda de onde vem — políticos com sensibilidade às novas tecnologias, jornalistas, bloggers da direita, etc.; e nem todos são tontos — a campanha contra o computador Magalhães roça o irracional. O governo faz propaganda? É evidente que sim. Que outro governo não faria? A introdução do Magalhães na rede de ensino é uma medida de indiscutível alcance? É evidente que sim. O busílis está em que Sócrates se lembrou, e eles não. "

Saturday, August 30, 2008

Ah... a espuma dos dias...


«Como mostra o gráfico, a criminalidade violenta diminuiu em 2007 cerca de 10%. Os dados para o primeiro semestre de 2008 dão um aumento de 10%, o que anula a diminuição de 2007. A ciminalidade de 2008 está aos níveis de 2006. A suposta onda de criminalidade afinal era o estado habitual do país em 2006. Alguém se lembra desses tempos terríveis?»

Bem postado, no Blasfémias

Thursday, May 29, 2008

Caramba, gostava de ter escrito isto...

Ciclicamente aparecem os ideólogos do 'liberalismo de rosto humano' para modernizar a esclerosada direita nacional. No CDS foi a ala de Pires de Lima que morreu ainda antes de nascer. Agora, no PSD, é Pedro Passos Coelho. É provável que ganhe o partido, pouco familiarizado com debates ideológicos, mas quando andar à conquista de votos terá de meter a viola liberal no saco.

Na verdade, não faltam liberais em Portugal quando se fala de privatizações de serviços públicos. Durão Barroso defendeu a privatização da CGD. Passos Coelho também defende. Um esqueceu e outro esquecerá, porque os empresários nacionais precisam de um banco público para as horas difíceis. Os nossos liberais fazem voz grossa contra a intervenção do Estado na economia mas desaparecem quando se assinam acordos com a Lusoponte ou quando empresas de construção civil financiam os partidos de poder à espera de bons negócios. Não faltam liberais para flexibilizar as leis laborais. Mas os liberais somem-se quando administradores decidem para si próprios indemnizações pornográficas que lhe garantem segurança até ao fim da vida. Não faltam liberais em defesa de impostos mais leves para as empresas. Mas os liberais transfiguram-se para pedir ao Estado que garanta que os 'centros de decisão' não saiam do país.

Em Portugal há apenas liberais de conveniência, de que Passos Coelho é apenas mais um exemplo: há que parecer diferente de Sócrates. Mas não vale a pena levar-se demasiado a sério. O centrão apenas gere privilégios. Quando o mais fraco se trama chamam-lhe liberalismo. Quando o mais forte se safa chamam-lhe interesse nacional. Podem aparecer franco-atiradores à procura do seu nicho de mercado, mas depois passa-lhes. Descobrem que a elite que os sustenta vive há décadas protegida por um mercado condicionado. Não quer menos Estado. Quer o Estado só para si. Em Portugal, um jovem de direita que não seja liberal não tem irreverência. Um velho de direita que continue liberal não tem juízo.

Daniel Oliveira, na sua coluna do passado fim de semana, no Expresso

Wednesday, May 7, 2008

Assistente de práticas...

Vitorino bate com a porta na Faculdade
Colocado a dar aulas práticas, ex-comissário europeu da Justiça rescindiu o contrato de assistente.
(Expresso-online)

Esta notícia era todo um Tratado sobre o sistema de ensino público universitário português...

É o que há...

Sunday, May 4, 2008

Bancarrota


Partido sem dinheiro para pagar multa do processo Somague
Bancos não dão crédito ao PSD e situação é "muito delicada"
- Público-online

Afinal não é preciso esperar por uma convulsão interna - a tesouraria encarregar-se-á de fechar a loja... será que é agora que vão vender a sede?

Vão longe...


[entretanto Agostinho Branquinho, um dos companheiros inseparáveis de Rui Rio, anuncia o seu apoio a Passos Coelho...]

Monday, April 7, 2008

Por aí...

O Benfica é roubado pelo árbitro e empata outra vez. O Presidente também me parece um empata...

Em Londres e Paris tentou-se apagar a chama olímpica. Os chineses continuam a tentar apagar o Tibete...

Habemos ponte! Chelas-Barreiro, pois... desta vez o LNEC não deu jeito...

Alberto João Jardim diz que até acha piada a Sócrates, "tem aquele mau feitio, como eu", o problema claro está é o Ministro das Finanças, que não abre a torneira dos €€€. Elementar, caro Watson. Elementar...

Monday, March 17, 2008

Há mar e mar...

Comentário a este artigo no DE, sobre a ideia de se criar um Ministério do Mar:

"Assim não vamos a lado nenhum. E com um ministério ainda menos. No Reino Unido, tudo é tratado na Defra, um departamento dependente do Ministério da Defesa. Para ninguém ficar melindrado, chama-se Ministro ao director e o assunto está resolvido. E poupa-se."

Friday, February 29, 2008

Umas vezes me espanto, outras me envergonho

Visto de fora, parece que há um ambiente estranho em Portugal.

Uma pessoa lê os jornais e fica a sensação de que tudo está mal, tudo está em crise, tudo é desconfiança. Não há uma instituição pública que funcione, uma empresa que não corrompa, um político que não minta, um banco que seja honesto, um cidadão que se sinta confiante no futuro.

Será mesmo assim...?

Sunday, February 10, 2008

É uma casa portuguesa concerteza*...



... assinada por um "engenheiro" bem perto de si...

*(vista através do Abrupto)

Por vezes, fico contente de estar longe...

«A colheita dos últimos dias "verdeja" à superfície de coisas um pouco sinistras: o processo de Isaltino de Morais voltou quase à estaca zero, mais uma vez, ao fim de não sei quantos anos, e não acontece nada. Vários crimes de que era acusada Fátima Felgueiras prescreveram entre os passeios pelo Brasil, as mudanças de visual e as peregrinações a Fátima dos felgueirenses, patrocinadas pela "Fatinha". E não acontece nada. O Ministério Público arquivou o processo de agressões ao vereador de Gondomar, continua a não se saber quem o agrediu, mas isso não deve ter importância, porque não acontece nada. Cravinho faz uma crítica duríssima aos seus colegas de bancada por sabotarem qualquer legislação contra a corrupção. E não acontece nada. De passagem, o mesmo Cravinho põe em causa com todas as letras o comportamento do LNEC, a quem acusa de ter moldado as conclusões às vontades do poder político, falsificando o seu relatório sobre o aeroporto por omissão de despesas. E não acontece nada. O bastonário da Ordem dos Advogados falou alto de mais e obrigou a mais uma ronda de lip service sobre a corrupção dos ricos e poderosos, que muito provavelmente vai dar origem a mais uma... Comissão. E não acontece nada. O mesmo bastonário acrescentou um caso muito interessante de como se ganha dinheiro em Portugal, o prédio vendido de manhã pelo Estado aos privados e vendido à tarde pelos privados a outros privados com mais cinco milhões em cima e, pelo meio, consultores e assessores do PS e do PSD. E não acontece nada. O Público mostrou a obra arquitectónica do engenheiro Sócrates, (vale a pena este vídeo) por coincidência toda no distrito da Guarda, apesar de ele ser funcionário da Câmara da Covilhã e dirigente partidário do distrito de Castelo Branco. E não acontece nada. Depois, há o ciclo do governo PSD/PP com os seus sobreiros, submarinos e um casino dado numa noite de despachos que adormeceu ainda com o governo Santana Lopes/Portas e acordou com o governo do engenheiro Sócrates, porque era o dia do fim dos tempos, o Gotterdamerung da coligação despedida por Sampaio e por milhões de portugueses. E não acontece nada. Do lado do "dar" está o Estado, do lado do "receber" está a Estoril-Sol, os Espírito Santo, a Lusoponte, o Futebol Clube Felgueiras, etc., etc. Não, não estamos nos nossos melhores dias...»

no Abrupto

Monday, February 4, 2008

Engenharia Técnica...

É curioso verificar como o alarido provocado pelas reportagens do Público, sobre os projectos de engenharia assinados pelo PM Sócrates nos idos anos 80, leva a oposição a um silêncio ensurdecedor sobre o assunto.
Por um lado, também é verdade que não vale a pena acrescentar nada, aquilo já é uma vergonha por si só, e que em muito bom País teria outras consequências. Por outro, também compreendo que quem tem telhados de vidro não queira sobrecarregar demasiado o tema...