Friday, January 16, 2009

Twitter

Finalmente coloquei o Twitter aqui no blog - podem acompanhar os meus updates na coluna a lado - que nao tem sido muitos...

Risca Azul

Há tempos surgiu uma interessante risca azul no meio do template do blog, como todos podem observar. Escusado será dizer que as minhas limitacoes técnicas ainda nao me permitiram resolver o problema...

ADENDA: Resolvido! Thanks Alex e Nuno

Glorioso

“O Rui é um amigo que se comportou de forma maravilhosa connosco. Estou muito agradecido. Vi um grande jogo e um grande estádio. O Benfica tem um dos melhores estádios que já vi. A minha estada em Portugal foi infelizmente curta, mas ao mesmo tempo muito boa”

Maradona, em declarações à Benfica TV

A lata sindical

Através do Corporacoes volto a ler a verdadeira incoerência dos sindicatos portugueses.

No combate político exigem um aumento de 5,9% nos vencimentos dos funcionários públicos ao Governo, mas para os seus próprios funcionários um aumento de 3% é suficiente. Ao fim ao cabo é necessário manter um equilíbrio orcamental... pois é...

Convém nao esquecer que o Governo propôs um aumento de 2,9% para 2009...

E vai assim o sindicalismo português...

Friday, January 9, 2009

Ah !

Esta foi muito bem apanhada. Palavras para quê.

Pois é...

Já se sabe que o rendimento disponível das famílias em 2009 vai aumentar, devido principalmente à baixa da taxa de inflacao, dos juros bancários, etc.

A palavra de ordem é manter o emprego. Parece fácil...

Diferencas

O Commerzbank foi parcialmente nacionalizado.

Para os alemaes a vida continua sem histerias colectivas...

Tuesday, January 6, 2009

Surviving

Ainda nao vi a entrevista de José Sócrates ontem na SIC. Mas pelo que já li hoje de manha, o 1° ministro já comecou a pré-campanha, e está até preparado para uma eventual antecipacao da data das Legislativas. Pede maioria absoluta, pois claro.

Sócrates ao manter aquele seu estilo combativo e convicto, muito do agrado de uma larga franja dos portugueses, eu incluído, entrou com o pé direito no novo ano.

Já está dito e repetido que o próximo ano vai ser difícil. Logo é necessário que as pessoas percepcionem firmeza na lideranca do País. Pode cometer erros, implementar más medidas, mas nao pode dar passos atrás. A nível de políticas públicas 2009 tem de ser proactivo, fazer o possível - no caso do Governo obras públicas, apoio social, apoio às empresas.

O resto nao dependerá de nós, e sim do desenvolvimento global da economia, e particularmente para os portugueses, da Alemanha e Espanha. É preciso literalmente sobreviver, e nao deixar a taxa de desemprego atingir os 10%.

Entretanto, vem aí um longo ciclo eleitoral...

Monday, January 5, 2009

Saudade


Se há imagens que me deixam com saudades de Portugal, esta bem pode ser uma delas.

Excelentemente postada no Berra Boi, de Francis Afonso

Saturday, January 3, 2009

Friday, January 2, 2009

Novo Ano, Vida Nova



Era bom que a crise tivesse tropeçado no último dia 31, e permanecido em 2008. Mas não. Está para durar.

A produção industrial, tanto nos EUA como na Europa, diminuiu drasticamente e não irá recuperar tão depressa. Demasiadas fábricas a fechar, demasiados serviços a terem que encerrar, demasiados pessoas atiradas para o desemprego.

Em Portugal andam com um debate desgraçado sobre o novo Estatuto dos Açores e sobre o Orçamento de Estado para o próximo ano. Pelos jornais e blogosfera a "malta" atira-se ao Estado, por tudo e por nada. Ao Presidente, ao Governo e à AR. E a tudo o resto.

Se há alguém que tenta dar algum ânimo para os tempos que vêm chamam-lhe "irrealista" e "vendedor de sonhos".

Como sempre, e ao contrário dos Americanos, iremos sempre perguntar o que é que o País pode fazer por nós, e não o contrário.

Adenda: um Bom Ano Novo para todos :)

Wednesday, November 19, 2008

11%

Uma pessoa lê jornais portugueses, blogs, e assiste aos noticiários. Como sempre apreendemos que Portugal é um buraco sem fundo, nao tem emenda, é só desgracas, é só tristes a governarem-nos (esta última tem o seu quê de verdade...). Ainda por cima estamos perante uma crise mundial!!! Tristeza ao quadrado, ou ao cubo...

Pois no meio desta da habitual depressao colectiva leio no Diário Económico que o Ministério da Saúde reduziu em 11% o número de funcionários, entre 2005 e 2007.

Ora, se todos os organismos públicos reduzissem o pessoal em 10%, a reforma do Estado estava praticamente feita... já ninguém se lembra de Correia de Campos pois nao...?

OK - agora esquecam que leram isto, e voltem à vossa lamechisse de sempre......

Sunday, November 16, 2008

Este fim de semana sinto-me assim...



(com a devida vénia ao Há Vida em Markl)

Povo Unido...

Não ando com grande inspiração/paciência para escrever umas postas, mas há coisas que deixam uma pessoa estupefacta.

Imaginem se em Portugal o boletim de voto fosse como no Estado de Minnesota, nos EUA:

http://www.sos.state.mn.us/docs/2008_general_example_ballot.pdf

Friday, November 7, 2008

Barack Obama


Até parecia mal nao postar nada...

Monday, November 3, 2008

Nacionalização do BPN (2)

Hoje os jornais dizem-nos que a nacionalização do BPN é fundamental para "salvar" o sistema financeiro português.

Se os jornais dizem é porque deve ser verdade...............



Entre as várias notícias de nacionalizações, empréstimos, e recapitalizações de bancos na União Europeia, é com alguma satisfação que observo que o banco onde tenho as minhas contas na Alemanha mantém-se sólido: o Volskbank.

(espero não ter de morder a língua daqui a uns tempos...)

Twitter

A partir de hoje estou no Twitter - espero que mais se juntem... basicamente é um conceito muito mais simples e interactivo que um blog. E dá menos trabalho a manter... 140 caracteres fazem milagres...

Podem ler-me aqui:

http://twitter.com/miguel_iglesias

Mas claro que também vou continuar aqui...

Sunday, November 2, 2008

Nacionalização do BPN

Depois da posta anterior, que me tomou algum tempo, já refastelado por saber que o Benfica ganhou em Guimarães, pensava que hoje já não escrevia mais nada. Entretanto dou com a extraordinária notícia da nacionalização do BPN...

Lendo o que saiu na comunicação social, esta nacionalização não faz qualquer sentido.

A crise que se abateu no BPN não tem nada a ver com a crise do mercado de crédito, mas sim com burlas e fraudes desta instituição, que claramente a colocaram numa situação insolvente, com prejuízos e incapacidade de cumprir obrigações.

Deve o Estado utilizar o dinheiro dos contribuintes para salvar uma instituição destas? Pelo que leio, não. Vivemos e bem num sistema capitalista, em que as empresas mais fortes e competitivas triunfam, e as empresas incapazes encerram, vendem-se, vão à falência... assim reforça-se o valor das empresas que sobrevivem.

Se o que está na base da decisão é a "importância" do BPN no sistema financeiro português, ou as participações que o banco possa ter noutros sectores ou empresas, algo está mal... desde quando é que o BPN é um banco fundamental no nosso sistema...? Esse seria o único princípio que levaria a esta acção do Estado.

Escrevo um pouco a quente, pois faltam aqui pormenores, que podem ter levado a esta decisão do Governo. Mas como convicção isto é claramente um erro, e quem fica a arder, como sempre, são os contribuintes. Esta brincadeira vai custar no minímo 700 milhões de euros...

Closing Arguments

Após semanas algo intermitentes aqui no blog, ainda cá estou! Por isso, vale a pena postar algo com mais substância e que resuma o que penso das eleições americanas e Barack Obama.

Terça-Feira chega ao fim as eleições mais viciantes a que eu alguma vez prestei atenção. Embora seja um "political junkie" por natureza, nunca nenhumas eleições em Portugal mexeram tanto comigo. Poderá também ter a ver com o facto de não estar em Portugal, e ler e ver muito noticiário estrangeiro, que me fez focalizar mais na América cuja cobertura nos media, nos blogs e no You Tube é avassaladora.

Mas a principal razão é Barack Obama.

Admiro e admirei muitos políticos socialistas - Bill Clinton, Tony Blair, Zapatero, apenas para mencionar entre Presidentes e 1ºs Ministros - mas creio que encontramos em Barack Obama o primeiro líder do séc. XXI.

Primeiro, Barack Obama é um comunicador de excelência. Tem uma capacidade oratória fantástica, é muito claro, tem uma excelente dicção, e consegue atrair a atenção das pessoas. Como é óbvio, se fosse apenas por isto havia muita boa gente candidata a Presidente dos EUA...

Foi um aluno brilhante de Harvard, o primeiro afro-americano presidente da Harvard Law Review, professor de Direito Constitucional na Universidade de Chicago, o que nos diz que é uma pessoa inteligente, com mérito, e com capacidade para reflectir sobre os temas que irão desafiar a próxima Presidência.

Claramente é uma pessoa com discernimento, que contempla com muito cuidado os diversos assuntos, não é impulsivo como McCain foi quando se deu o crash na Bolsa, gosta de se rodear de especialistas que lhe dão opiniões factuais derivado da sua academia e experiência - já começam a ser famosas as reuniões que tem com o seu gabinete de economia ou de política externa.

E é alguém com capacidade de decisão. O lançamento da sua candidatura, a forma como a sua campanha foi gerida, a escolha de Joe Biden, a sua reacção a todos os temas que marcaram a campanha destas eleições sugerem que estamos perante uma pessoa que não se encolhe perante os desafios, que estuda com profundidade os dossiers, que sabe ouvir os especialistas, e que toma as suas próprias decisões.

Isto são tudo qualidades pessoais. Falta o factor ideologia. A combinação faz de Barack Obama o líder que a América e o Mundo precisam, na minha opinião.

E a ideologia significa libertar os EUA do conservadorismo neoliberal que aprisionou aquele País durante os últimos 8 anos com os resultados que se conhecem. Défice orçamental e comercial esmagador, 2 guerras sem sentido, crise económica, condicionamento dos sistemas de saúde e segurança social com tentativas falhadas de privatização, agravamento do nível e custo de vida, aumento do desemprego, aumento das desigualdades, nomeações desequilibradas para o Supremo Tribunal de Justiça com uma maior tendência ultraconservadora, militarização da política externa, unilateralismo, tentativa de descredibilizar o combate ao aquecimento global, políticas ambientais praticamente inexistentes a nível federal, etc etc etc.

Os Democratas irão trazer uma nova corrente política, cujas bases estarão assentes num sistema de saúde universal, combate à crise económica com políticas expansionistas e investimento público, e mudança do paradigma energético, com a criação de uma economia verde, que reduza a dependência do petróleo.

A partir destes 3 temas, veremos uma América mais preocupada com as pessoas de menores recursos e com a classe média. Veremos corte de impostos não para as grandes corporações e milionários, mas para quem realmente precisa, particularmente nesta crise. Veremos finalmente um modelo americano na saúde, universal e a baixo custo para todos os seus cidadãos. A garantia de sistema de segurança social público bem regulado, que garanta às pessoas o rendimento na aposentação para o qual pouparam durante uma vida trabalho. Veremos investimento público em infra-estruturas, que permitirão criação de postos de trabalho e ter um efeito multiplicador na economia - a receita Keynesiana. Veremos apoio a empresas energéticas e empreendedores que invistam nas energias alternativas e renováveis, apoios para a melhoria da eficiência energética de edifícios e habitações, e que permitirão aos EUA ter um papel de líder na economia verde do futuro, além da criação de novos empregos. Veremos o fim da ocupação americana no Médio Oriente, pelo menos para níveis aceitáveis que permitam a estabilização do Iraque e Afeganistão. Veremos o regresso do diálogo diplomático. Veremos o retorno do investimento na educação, nas escolas públicas, que permitam um ensino de excelência a todos os jovens americanos e não apenas a alguns.

Estes e outros temas irão ocupar a próxima Presidência dos EUA. Que terá muitos riscos.

O primeiro que salta à vista é o equilíbrio entre o investimento público que se anuncia e o balanço do orçamento federal. George W. Bush deixa uma herança terrível a nível financeiro, e será necessário prioritizar muito bem as necessidades dos próximos anos. O outro é a crise económica, que nos fará entrar em recessão nos próximos anos. Julgo que Barack Obama e o Partido Democrata sabem o que os espera.

As eleições americanas são importantes porque projectam uma imagem para o Mundo. Ao contrário do que julga os resultados nos EUA são importantíssimos. Não só pela questão da política externa, ou da economia.

Será o primeiro afro-americano eleito Presidente dos EUA. É um acontecimento histórico, que certamente ajudará a mudar a imagem da América no Mundo, particularmente o sentimento anti-americano nos países islâmicos. Mas também será muito importante pelo exemplo para as organizações políticas nos outros Países. Não tenho dúvidas nenhumas que esta campanha de Obama será uma trade-mark para todos os partidos socialistas/sociais-democratas/democratas/trabalhistas desse Mundo fora.

Veremos os temas políticos, a forma e o estilo da campanha de Barack Obama certamente reflectidos. E isso é bom. Porque a campanha de Obama foi excepcional, e porque acredito que a sua direcção e temas políticos são o futuro para a minha geração.

É por isso que tenho muita esperança em Obama. Não sou o único. Está à vista de praticamente todas as pessoas.

Se Barack Obama ganhar na 3ª Feira, como acredito que ganhará, o Mundo será um lugar melhor no futuro. Pelo menos temos essa Esperança, o que já não é pouco...

And these are my closing arguments! Yes We Can !