Tuesday, June 9, 2009
Muito preocupantes mesmo...
Que seja apenas uma situação conjuntural, derivado da crise económica e desespero...
Monday, June 8, 2009
Europeias
O que para mim foi o verdadeiro realce dos resultados, foi o score do BE e da CDU.
Ao segurarem o seu eleitorado e crescerem, particularmente o BE, é sinal de que caso o PS ganhe as Legislativas será por uma maioria muito relativa.
No entanto, continuo a achar que o ponto fraco do PSD é Manuela Ferreira Leite. Representa um passado não muito famoso de governação, como Ministra das Finanças, e ccreio que os portugueses têm memória...
O PS não ganhará pela esquerda, mas sim pelo centro do eleitorado. Como sempre.
Thursday, May 28, 2009
Monday, May 25, 2009
Susan Boyle: Unbelievable...
É simplesmente inacreditável. Não digo quantas vezes repeti, por vergonha... se isto não ensina uma lição de carácter então não sei o que poderá ensinar.
Favor ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY&feature=related
Sunday, May 17, 2009
Eurovision
Tuesday, May 12, 2009
Adesão Turca à UE
Ao observar a visita de Estado do Presidente da República à Turquia, e lendo o contínuo debate sobre a possível adesão deste País à UE, relembro sempre um artigo de opinião que escrevi no jornal O Figueirense em Dezembro de 2004, do qual transcrevo um excerto:
«Turquia.
Ao pensar na ideia de a Turquia aderir à UE, rapidamente tendo a tomar uma posição: ser contra essa integração.
Como europeu não me sinto minimamente identificado com a realidade turca, e muito provavelmente nem eles com a minha. Tenho sérias dúvidas quanto ao facto de se poder considerar a Turquia um país europeu, já que 97% do seu território encontra-se no continente asiático, e também devido à sua cultura islâmica (99% dos turcos são muçulmanos). Sendo um país subdesenvolvido e com 65 milhões de habitantes (30% tem menos de 15 anos e 40% vive no campo), os restantes países da UE seriam completamente “invadidos” por cidadãos turcos em busca de melhores condições de vida, com todas as consequências sociais que tal fluxo migratório traria aos países que os acolhessem.
Economicamente, a adesão da Turquia iria provocar problemas aos países mais pequenos como Portugal. Os principais sectores de produção na Turquia são os texteis, a electrónica, a indústria automóvel (além da agricultura e do sector extractivo). Tendo em conta os baixos salários e as políticas fiscais atractivas, certamente muitas empresas iriam deslocalizar a sua produção para aquele país. Noutro plano, os direitos humanos continuam a ser gravemente violados (apesar de algumas das novas reformas impostas pela UE), e é algo que tem de ser amplamente contrariado, independentemente da adesão ou não.
Com a Turquia as fronteiras da UE estenderiam-se ao Médio Oriente com todos os perigos que tal opção figuraria, num mundo dominado pelo medo do terrorismo, medo esse que influencia os resultados eleitorais nos países ocidentais. Ora, é algo inato ter esta tendência para rejeitar a adesão da Turquia à UE. Aliás, muitos dos habituais comentadores europeus (e portugueses) são contra a entrada desse País. A posição dominante da extinta Convenção Europeia, presidida por Giscard d'Estaing, foi toda anti-Turquia, e a maioria dos governantes europeus têm medo da entrada da Turquia. Particularmente a França, sendo o país europeu que mais entraves está a colocar às negociações.
No entanto, nem tudo o que é inato significa ser o mais correcto e justo. E por isso mesmo, não posso estar contra a adesão da Turquia.
Nem contra a adesão de outros quaisquer países, que tenham uma ligação europeia. Quais seriam os valores e princípios que sustentariam uma União Europeia segregadora e com traços xenófobos? O que seria uma União Europeia com medo do futuro, conservadora, sem uma energia moblizadora que a levasse aceitar sem preconceitos diferentes raças e credos, diferentes culturas e religiões. Que União seria essa que não aceitava contribuir para o desenvolvimento de outros países, necessitadas de um dínamo encorajador, democrático, reformista e pró-desenvolvimento sustentável?
Li, no último fim de semana de Novembro, um artigo noticioso no Caderno de Economia do Expresso: Turquia “Economia rumo ao futuro”. A Turquia teve uma das melhores performances económicas do ano. Irá crescer 10% este ano, conseguiu controlar a inflação, a sua moeda tem-se mantido estável, a sua Dívida Pública está a diminuir. Respira-se confiança. Tudo resultado das reformas postas em prática pelo novo Governo pró-EU, liderado por Recep Erdogan, do partido AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento). Graças ao objectivo de convergir com os critérios de adesão à União Europeia, a Turquia orgulha-se de iniciar uma nova etapa da sua História, e poder alcançar a adesão à União Europeia.
Na minha opinião, o único motivo que levam a maioria dos políticos e agentes políticos a colocar entraves à adesão da Turquia é a religião. Eles são muçulmanos portanto não têm nada a ver connosco, é mais ou menos este o diapasão. E se prevalecer, será um erro histórico.
A Turquia necessita do “soft power” da UE e não do “hard power” dos EUA, utilizando uma expressão de Nuno Severiano Teixeiro, docente universitário e antigo Ministro da Administração Interna do PS. Precisa que lhe digam: “estaremos cá para vos receber, continuem as reformas para o desenvolvimento económico, social, e para a democracia”. Basicamente a Turquia necessita que a EU aja como um verdadeiro exemplo para o Mundo. Não os podemos desiludir.»
Monday, May 4, 2009
Friday, May 1, 2009
Vergonha
Thursday, April 30, 2009
A Política - essa grande porca...
Acabei de ler uma notícia, que saiu no Expresso do fim de semana passado, sobre a forma como foi constituída a lista ao Parlamento Europeu do PSD. Resumindo: uma pouca vergonha.Wednesday, April 29, 2009
Sunday, April 12, 2009
Sócrates 2009
Mas vai ser um ano muito duro para Sócrates...
Thursday, April 2, 2009
Previsoes...
Reagem à comparacao com as previsoes de analistas. Vamos no bom caminho...
Wednesday, April 1, 2009
Memória, essa velhaca...
Entretanto António Vitorino limpa o seu nome (na medida do possível...), e foi Comissário Europeu durante 5 anos, onde teve uma accao de relevo. Mantém-se como uma das principais figuras do Partido Socialista.
Era a política há uma década atrás.
Monday, March 30, 2009
A Província de 1858
Alexandre Herculano, Carta aos Eleitores do Círculo Eleitoral de Sintra, Jornal do Commercio, Lisboa, 1858. Tirado daqui.
Wednesday, March 25, 2009
Tuesday, March 17, 2009
Pág. 161
Lá fui à mesinha de cabeceira:
The quiet life has shown up in the rate of productivity growth.
O livro é "The bottom billion - why the poorest countries are failing and what can be done about it", de Paul Collier (ed. Oxford University press).
Recomendo vivamente a leitura - e ainda não o acabei.
Infelizmente da minha parte a corrente não passará daqui :)
Wednesday, March 11, 2009
As Elites nao têm que saber dividir
Aqui há dias, numa roda de amigos, discutia-se o caso da sentença do Juiz que “reduzira” a penhora de um réu de 1/6 para 1/5 do vencimento mensal.
Havia quem sustentasse que o Juiz deveria ter uma assessoria que lhe fizesse as contas, já que estava lá para julgar e não era obrigado a saber fazê-las.
Creio que o episódio demonstra o facilitismo em que insensivelmente todos fomos caindo. Ninguém é obrigado a nada. E devemos ter um ajudante para as tarefas elementares a que somos obrigados.
Contas com números fraccionários ou quebrados aprendiam-se na terceira e na quarta classe. E quem não soubesse calcular o valor decimal de 1/5 ou de 1/6 levava pela certa duas palmatoadas das antigas para melhor assimilar o conceito.
Agora, um Juiz não é obrigado a saber dividir um por cinco. Pela mesma ordem de razões, um engenheiro projectista não é obrigado a saber o que é uma montanha, um advogado a saber onde fica a Europa, um economista a distinguir a China do Japão, um oficial de artilharia a distinguir um campo de futebol no Algarve de um campo de tiro no Afeganistão. E um político não é, obviamente, obrigado a saber nada!...
Tempos houve, aliás, em que no exército português o oficial não era obrigado a saber ler, minudência que se destinava ao sargento. E em muitas sociedades era mesmo matéria que competia aos escravos mais ilustrados, alguns mesmo adquiridos especialmente para o efeito.
Desconfio que estamos a retornar ao ponto em que as elites não têm que saber nada, descarregando nos consultores, nos assessores e nos calculadores as matérias perturbadoras do seu exclusivo direito de existir e prosperar.
O que traz óbvias vantagens às elites. Se a coisa dá para o torto, está ali à mão o culpado. Para isso, e por isso, é que são elites!...
Monday, February 23, 2009
Freida Pinto
Sunday, February 22, 2009
Ridículo
Passos Coelho, uma personagem que foi presidente da JSD nos anos 90, acumulando com deputado, sem estudos académicos nem actividade profissional na altura, ou seja, político profissional, tem o descaramento de afirmar que quando era novo lia Steinbeck, Tolstoi, Kafka, Satre e Voltaire... preferia o ensaio à literatura, era mais directo...
O assistente que lhe passou a lista de autores fez tão bom trabalho que Passos Coelho até se enganou no título do livro de Satre...
De facto, o PSD já encontrou o seu Sócrates...









