Tuesday, June 9, 2009

Muito preocupantes mesmo...

Ler com muita atenção este post no Da Literatura.

Que seja apenas uma situação conjuntural, derivado da crise económica e desespero...

Monday, June 8, 2009

Europeias

Em Portugal ganhou o PSD. Não vou dizer que seja uma surpresa, mas não creio que seja um espelho do eleitorado no seu todo. Na minha opinião José Sócrates vai ganhar as Legislativas.

O que para mim foi o verdadeiro realce dos resultados, foi o score do BE e da CDU.

Ao segurarem o seu eleitorado e crescerem, particularmente o BE, é sinal de que caso o PS ganhe as Legislativas será por uma maioria muito relativa.

No entanto, continuo a achar que o ponto fraco do PSD é Manuela Ferreira Leite. Representa um passado não muito famoso de governação, como Ministra das Finanças, e ccreio que os portugueses têm memória...

O PS não ganhará pela esquerda, mas sim pelo centro do eleitorado. Como sempre.

Passeando por aí...






















Monday, May 25, 2009

Susan Boyle: Unbelievable...

Parece que já há 1 mês que deu a volta por tudo o que é talk show, mas só agora reparei (andei distraído com o Eurovision...).

É simplesmente inacreditável. Não digo quantas vezes repeti, por vergonha... se isto não ensina uma lição de carácter então não sei o que poderá ensinar.

Favor ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY&feature=related

Sunday, May 17, 2009

Eurovision

Aqui vai uma posta à emigra: gostei e fiquei orgulhoso da canção. Representaram o País condignamente e em português. Assim vale a pena. Pronto, está dito e escrito :)

Tuesday, May 12, 2009

Adesão Turca à UE

Ao observar a visita de Estado do Presidente da República à Turquia, e lendo o contínuo debate sobre a possível adesão deste País à UE, relembro sempre um artigo de opinião que escrevi no jornal O Figueirense em Dezembro de 2004, do qual transcrevo um excerto:

«Turquia.

Ao pensar na ideia de a Turquia aderir à UE, rapidamente tendo a tomar uma posição: ser contra essa integração.

Como europeu não me sinto minimamente identificado com a realidade turca, e muito provavelmente nem eles com a minha. Tenho sérias dúvidas quanto ao facto de se poder considerar a Turquia um país europeu, já que 97% do seu território encontra-se no continente asiático, e também devido à sua cultura islâmica (99% dos turcos são muçulmanos). Sendo um país subdesenvolvido e com 65 milhões de habitantes (30% tem menos de 15 anos e 40% vive no campo), os restantes países da UE seriam completamente “invadidos” por cidadãos turcos em busca de melhores condições de vida, com todas as consequências sociais que tal fluxo migratório traria aos países que os acolhessem.

Economicamente, a adesão da Turquia iria provocar problemas aos países mais pequenos como Portugal. Os principais sectores de produção na Turquia são os texteis, a electrónica, a indústria automóvel (além da agricultura e do sector extractivo). Tendo em conta os baixos salários e as políticas fiscais atractivas, certamente muitas empresas iriam deslocalizar a sua produção para aquele país. Noutro plano, os direitos humanos continuam a ser gravemente violados (apesar de algumas das novas reformas impostas pela UE), e é algo que tem de ser amplamente contrariado, independentemente da adesão ou não.

Com a Turquia as fronteiras da UE estenderiam-se ao Médio Oriente com todos os perigos que tal opção figuraria, num mundo dominado pelo medo do terrorismo, medo esse que influencia os resultados eleitorais nos países ocidentais. Ora, é algo inato ter esta tendência para rejeitar a adesão da Turquia à UE. Aliás, muitos dos habituais comentadores europeus (e portugueses) são contra a entrada desse País. A posição dominante da extinta Convenção Europeia, presidida por Giscard d'Estaing, foi toda anti-Turquia, e a maioria dos governantes europeus têm medo da entrada da Turquia. Particularmente a França, sendo o país europeu que mais entraves está a colocar às negociações.

No entanto, nem tudo o que é inato significa ser o mais correcto e justo. E por isso mesmo, não posso estar contra a adesão da Turquia.

Nem contra a adesão de outros quaisquer países, que tenham uma ligação europeia. Quais seriam os valores e princípios que sustentariam uma União Europeia segregadora e com traços xenófobos? O que seria uma União Europeia com medo do futuro, conservadora, sem uma energia moblizadora que a levasse aceitar sem preconceitos diferentes raças e credos, diferentes culturas e religiões. Que União seria essa que não aceitava contribuir para o desenvolvimento de outros países, necessitadas de um dínamo encorajador, democrático, reformista e pró-desenvolvimento sustentável?

Li, no último fim de semana de Novembro, um artigo noticioso no Caderno de Economia do Expresso: Turquia “Economia rumo ao futuro”. A Turquia teve uma das melhores performances económicas do ano. Irá crescer 10% este ano, conseguiu controlar a inflação, a sua moeda tem-se mantido estável, a sua Dívida Pública está a diminuir. Respira-se confiança. Tudo resultado das reformas postas em prática pelo novo Governo pró-EU, liderado por Recep Erdogan, do partido AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento). Graças ao objectivo de convergir com os critérios de adesão à União Europeia, a Turquia orgulha-se de iniciar uma nova etapa da sua História, e poder alcançar a adesão à União Europeia.

Na minha opinião, o único motivo que levam a maioria dos políticos e agentes políticos a colocar entraves à adesão da Turquia é a religião. Eles são muçulmanos portanto não têm nada a ver connosco, é mais ou menos este o diapasão. E se prevalecer, será um erro histórico.

A Turquia necessita do “soft power” da UE e não do “hard power” dos EUA, utilizando uma expressão de Nuno Severiano Teixeiro, docente universitário e antigo Ministro da Administração Interna do PS. Precisa que lhe digam: “estaremos cá para vos receber, continuem as reformas para o desenvolvimento económico, social, e para a democracia”. Basicamente a Turquia necessita que a EU aja como um verdadeiro exemplo para o Mundo. Não os podemos desiludir.»

Monday, May 4, 2009

Foooo...

Para a malta benfiquista... já que não nos dão alegrias no campo...


Friday, May 1, 2009

Vergonha

As agressões e insultos hoje a Vital Moreira demonstram que o PCP, particularmente reflectido nos seus militantes mais jovens - como se vê claramente nas imagens - é um partido que não sabe viver em Democracia. É o que basta dizer.

Thursday, April 30, 2009

A Política - essa grande porca...

Acabei de ler uma notícia, que saiu no Expresso do fim de semana passado, sobre a forma como foi constituída a lista ao Parlamento Europeu do PSD. Resumindo: uma pouca vergonha.

Nesta situacao observa-se a diferenca entre uma lideranca partidária forte, e outra fragilizada.

Olho para a lista do PS e encontro no top10 - 7 dos actuais euro-deputados, 3 ex-ministros, e o cabeca de lista, cujo currículo é inquestionável (o mesmo direi do candidato do PSD). Um representante dos Acores em 6° e da Madeira em 11° (sendo que este é actual eurodeputado).

Olho para o PSD e para a notícia do Expresso - e leio que uma concelhia (!!!) exige um lugar, a praticamente totalidade dos actuais eurodeputados varridos, e a Madeira e os Acores em ameacas. Reconheco o cabeca de lista, o número 2 (o faz tudo Carlos Coelho...), e uma ex-ministra em 3°. O resto desconheco. Para mim é uma misturada sem nexo, salvo melhor opiniao. E tudo votado de braco no ar para nao dar barraca...

Isto nao quer dizer que o PS nao tenha problemas, ou que no PSD seja sempre assim. Nao. Isto é apenas o retrato do actual momento das duas liderancas.

Wednesday, April 29, 2009

Sunday, April 12, 2009

Sócrates 2009

O site está excelente - na minha modesta opinião o melhor site eleitoral que já se fez em Portugal.

Mas vai ser um ano muito duro para Sócrates...

Thursday, April 2, 2009

Previsoes...

Os investidores em bolsa já nao reagem aos bons ou maus resultados das empresas.

Reagem à comparacao com as previsoes de analistas. Vamos no bom caminho...

Wednesday, April 1, 2009

Memória, essa velhaca...

No dia 8 de Novembro de 1997, o Ministro da Defesa António Vitorino apresenta a sua demissao por informacao de no dia seguinte ir ser publicado no jornal O Independente acusacoes de fuga ao fisco.

Entretanto António Vitorino limpa o seu nome (na medida do possível...), e foi Comissário Europeu durante 5 anos, onde teve uma accao de relevo. Mantém-se como uma das principais figuras do Partido Socialista.

Era a política há uma década atrás.

Monday, March 30, 2009

A Província de 1858

Durante meses, no decurso de dois anos, tive de vagar pelos distritos centrais e setentrionais do reino. Pude então observar amplamente quantas misérias, quanto abandono, quantos vexames pesam sobre os habitantes das províncias, principalmente dos distritos rurais, como o vosso, que constituem a grande maioria do país. Vi com dor e tristeza definhados e moribundos os restos das instituições municipais que o absolutismo nos deixara: vi com indignação essas solenes mentiras a que impiamente chamamos instrução primária e educação religiosa: vi a agricultura, a verdadeira indústria de Portugal, lidando inutilmente por desenvolver-se no meio da insuficiência dos seus recursos; vi, em resultado dos erros económicos que pululavam na nossa legislação, a má organização da propriedade territorial e a desigualdade espantosa na distribuição das populações rurais, precedida da mesma origem, e dando-nos ao sul do reino uma imagem das solidões sertanejas da América, e ao norte uma Irlanda em perspectiva: vi a injusta repartição e a pior aplicação dos tributos e encargos: vi a falta de segurança pessoal e real, especialmente nos campos, onde o homem é obrigado a confiar só em si e em Deus para obter: vi um sistema administrativo mau por si e péssimo em relação a Portugal, com uma hierarquia de funcionários e uma distribuição de funções que tornam remotas, complicadas, gravosas, e até impossíveis, a administração e a justiça para as classes populares, e incómodas e espoliadoras para as altas classes: vi, sobretudo, a falta da vida pública, a concentração do homem na vida individual e de família, que é ao mesmo tempo causa e efeito da decadência dos povos que se dizem livres: vi todos esperarem e temerem tudo do governo central; confiarem nele, como se fosse a Providência; maldizerem-no, como se fosse o princípio mau: ideias completamente falsas, posto que bem desculpáveis num país de centralização; ideias que significam uma abdicação tremenda da consciência de cidadão, e da actividade humana, e que são o sintoma infalível de que os males públicos procedem, não da vontade deste ou daquele indivíduo, da índole particular desta ou daquela instituição, mas sim do estado moral da sociedade e da índole em geral da sua organização.

Alexandre Herculano, Carta aos Eleitores do Círculo Eleitoral de Sintra, Jornal do Commercio, Lisboa, 1858. Tirado daqui.

Wednesday, March 25, 2009

Mai Nada



Gentilmente enviado pelo tb benfiquista Nuno.

Tuesday, March 17, 2009

Pág. 161

O Pedro Prola teve a simpatia de me incluir na corrente da moda. Abrir o livro mais próximo na pág. 161, e transcrever a 5ª frase completa da mesma.

Lá fui à mesinha de cabeceira:

The quiet life has shown up in the rate of productivity growth.


O livro é "The bottom billion - why the poorest countries are failing and what can be done about it", de Paul Collier (ed. Oxford University press).

Recomendo vivamente a leitura - e ainda não o acabei.
Infelizmente da minha parte a corrente não passará daqui :)

Wednesday, March 11, 2009

As Elites nao têm que saber dividir

Das melhores coisas que li nos últimos tempos - transcrevo por inteiro a posta de Pinho Cardao do Quarta República:

Aqui há dias, numa roda de amigos, discutia-se o caso da sentença do Juiz que “reduzira” a penhora de um réu de 1/6 para 1/5 do vencimento mensal.
Havia quem sustentasse que o Juiz deveria ter uma assessoria que lhe fizesse as contas, já que estava lá para julgar e não era obrigado a saber fazê-las.
Creio que o episódio demonstra o facilitismo em que insensivelmente todos fomos caindo. Ninguém é obrigado a nada. E devemos ter um ajudante para as tarefas elementares a que somos obrigados.
Contas com números fraccionários ou quebrados aprendiam-se na terceira e na quarta classe. E quem não soubesse calcular o valor decimal de 1/5 ou de 1/6 levava pela certa duas palmatoadas das antigas para melhor assimilar o conceito.
Agora, um Juiz não é obrigado a saber dividir um por cinco. Pela mesma ordem de razões, um engenheiro projectista não é obrigado a saber o que é uma montanha, um advogado a saber onde fica a Europa, um economista a distinguir a China do Japão, um oficial de artilharia a distinguir um campo de futebol no Algarve de um campo de tiro no Afeganistão. E um político não é, obviamente, obrigado a saber nada!...
Tempos houve, aliás, em que no exército português o oficial não era obrigado a saber ler, minudência que se destinava ao sargento. E em muitas sociedades era mesmo matéria que competia aos escravos mais ilustrados, alguns mesmo adquiridos especialmente para o efeito.
Desconfio que estamos a retornar ao ponto em que as elites não têm que saber nada, descarregando nos consultores, nos assessores e nos calculadores as matérias perturbadoras do seu exclusivo direito de existir e prosperar.
O que traz óbvias vantagens às elites. Se a coisa dá para o torto, está ali à mão o culpado. Para isso, e por isso, é que são elites!...

Monday, February 23, 2009

Freida Pinto


A outra estrela de "Slumdog Millionaire" tem um apelido familiar... claro que só podia ter raízes goesas. Uma Pinto nos Oscares...!

Sunday, February 22, 2009

Ridículo

Há coisas que deixam uma pessoa pasma. Através do Abrupto leio um recorte de uma entrevista de Pedro Passos Coelho, nem faço ideia em que jornal.

Passos Coelho, uma personagem que foi presidente da JSD nos anos 90, acumulando com deputado, sem estudos académicos nem actividade profissional na altura, ou seja, político profissional, tem o descaramento de afirmar que quando era novo lia Steinbeck, Tolstoi, Kafka, Satre e Voltaire... preferia o ensaio à literatura, era mais directo...

O assistente que lhe passou a lista de autores fez tão bom trabalho que Passos Coelho até se enganou no título do livro de Satre...

De facto, o PSD já encontrou o seu Sócrates...